Não é de agora que sabemos da afinidade entre Editora Abril e os governos tucanos.
Não relatei aqui no Blog, um pouco por displicência, mas a mais de um mês os parlamentares do PSOL fizeram denúncia ao MP sobre contrato sem licitação entre a SEE e a Fundação Victor Civita, no valor de R$ 3,7 milhões, pela compra de 220 mil (25% da tiragm) assinaturas da Revista Nova Escola.
Essa representação do s parlamentares do PSOL já teve algum resultado, o MP abriu inquérito civil para apurar as denuncias e já cogia romper o contrato, conforme atéria divulgada no site do Dep. Federal Ivan Valente.
Se isso for adiante será um duro golpe no tucanato, e mais precisamente no financiamento da campanha de Serra em 2010.
sábado, 25 de abril de 2009
terça-feira, 31 de março de 2009
30 de Março - Unidade contra a crise
Ontem, 30 de março, aconteceu em São Paulo um ato reunindo a maioria das centrais sindicais, movimento estudantil, movimento trabalhadores sem terra, PSOL, PSTU, movimento de mulheres, movimento negro, entre outros. O ato tinha como centro o combate à crise, defendendo os direitos dos trabalhadores e foi um marco do momento em que vivemos justamente por unificar setores tão diversos em todrno da defesa do emprego e dos salários.
O agravamento da crise leva as centrais governistas a mudarem sua postura e força a esquerda a procurar caminhos
que aglutinem as forças políticas, resistindo aos ataques que a classe trabalhadora já vem sofrendo nesse meses em que a crise chegou com força aqui no Brasil.
Um dia histórico. Nós aqui do PSOL de Mogi engrossamos fileiras em São Paulo e no começo da noite realizamos um ato simbólico na frente da estação de trem, juntamente com a CUT a APEOESP, o PSTU, o Sindisaúde e a Oposição ao DCE da UBC.
O agravamento da crise leva as centrais governistas a mudarem sua postura e força a esquerda a procurar caminhos
que aglutinem as forças políticas, resistindo aos ataques que a classe trabalhadora já vem sofrendo nesse meses em que a crise chegou com força aqui no Brasil.Um dia histórico. Nós aqui do PSOL de Mogi engrossamos fileiras em São Paulo e no começo da noite realizamos um ato simbólico na frente da estação de trem, juntamente com a CUT a APEOESP, o PSTU, o Sindisaúde e a Oposição ao DCE da UBC.
OS TRABALHADORES NÃO VÃO PAGAR PELA CRISE!
Não as demissões, não a redução de direitos,
pela redução de jornada sem redução de salários!
pela redução de jornada sem redução de salários!
sábado, 28 de março de 2009
O bode na sala.

Ontem, durante a Assembléia da APEOESP, fiquei sabendo da troca de Maria Helena Guimarães por Paulo Renato de Souza no comando da SEE. De cara podemos dizer que nada muda. Maria Helena foi Presidente do INEP durante a gestão de Paulo Renato no MEC, foram os dois principais gestores da política neoliberal. Na verdade a minha primeira impressão é de que ele será ainda mais contunde no ataque aos professores.
Mas também não acho que o Serra tenha trocado a Secretária apenas pelo escândalo dos Paraguais ou pelos resultados dos alunos da rede nas provinhas, coisas bem piores aconteceram nesses dois anos e nada abalou a posição de M.Helena. Arrisco dizer que o verdadeiro objetivo da troca é colocar PRS numa posição bem mais visível, construindo mais um nome do PSDB para 2010.
é esperar pra ver.
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
Corrida de professores
Prova para porfessores da rede estadual.
O governo Serra avança cada vez mais contra os profissionais da educação, jogando a responsabilidade pela falta de qualidade na educação nas costas daqueles que juntamente com as crianças são os que mais sofrem com o descaso dos governos neoliberais.
Agora os professores serão avaliados e com o resultado de uma prova, somado ao tempo de serviço, serão classificados para a atribuição de aulas.
Isso não é novidade para quem acompanha a trajetória da atual secretária de educação, que era a responsável direta pelo Provão na época do governo FHC com Paulo Renato como ministro da Educação. Para eles a solução é classificar, "ranquear", punir e premiar, obrigar os sujeitos a procurarem soluções por conta própria, se possível com as famigeradas parcerias.
A competição é a solução...
Mas não vou me alongar nisso, o modo tucano de destruir a eduação não é novidade.
Quero apenas falar de algumas questões que me preocupam quando penso nesta prova dos OFAs.
Primeiro: ela é apenas mais um pequeno passo na implantação de um sistema totalmente baseado na competição e na diferenciação das escolas. Para as escolas com "bons resultados" mais investimentos, os "melhores" professores, as melhores condições, para as outras... Outras medidas virão, basta que a prova seja "assimilada".
Segundo: como será essa prova? Vai procurar avaliar o domínio do professor sobre o conteúdo de sua área. Mais uma vez reduzem o problema... Ninguém avalia se o professor têm condições reais de realizar seu trabalho, as condições do aluno, o papel das empresas privadas que diplomam professores sem a preocupação com a qualidade da formação. E mais ainda: quem elaborará e aplicará essa prova? Qual a lisura desse processo (para não esquecer da "seriedade" do SARESP na produção de estatisticas)?
Terceiro: "Ela não é eliminatória, apenas classificatória, conquista da luta do sindicato..." Quando ouço isso me parce que não fica claro que a maior perversidade desse processo é exatamente essa classificação (que também está presente quando o processo é eliminatório).
Do ponto de vista puramente educacional essa prova vai contra tudo que se defende atualmente no campo da avaliação: pontual, punitiva, sem critérios claros, incapaz de oferecer elementos que ajudem a solucionar os problemas (a não ser que concordemos que a disputa entre professores gerará a qualidade...).
Ela poderia muito bem ser substituida por qualquer outro instrumento de classificação, qualquer competição, sem qualquer alteração na qualidade da educação estadual. Podia ser uma corrida por exemplo. Bastaria aos candidatos se preparem adequadamente para enfrentar a concorrência ( e não para enfrentar os problemas do dia-a-dia), seria uma especie de maratona do magistério, e ainda teria outros beneficios, afinal haja preparo físico pra enfrentar o ano letivo (que tá mais pra corrida com barreiras!).
Desculpem talvez essa não seja uma boa comparação... afinal numa corrida fica muito claro o objetivo(chegar na frente), o que se deve fazer (correr) e o critério (cruzar a linha de chegada)...
Por fim eu pergunto: adianta uma mobilização para que todos tenham um bom resultado nessa prova? Claro que não, se a idéia é classificar sempre teremos os primeiros e os últimos, se a idéia é rankear a prova será pensada para diferenciar as pessoas e não para verificar o que sabem...
Bons tempos do Provão, pelo menos o movimento estuantil sabia que a única forma de enfrentar era desqulificar o processo, boicotando. Cursinho preparatório é a armadilha óbvia.
Depois falo mais e organizo melhor os pensamentos.
O governo Serra avança cada vez mais contra os profissionais da educação, jogando a responsabilidade pela falta de qualidade na educação nas costas daqueles que juntamente com as crianças são os que mais sofrem com o descaso dos governos neoliberais.
Agora os professores serão avaliados e com o resultado de uma prova, somado ao tempo de serviço, serão classificados para a atribuição de aulas.
Isso não é novidade para quem acompanha a trajetória da atual secretária de educação, que era a responsável direta pelo Provão na época do governo FHC com Paulo Renato como ministro da Educação. Para eles a solução é classificar, "ranquear", punir e premiar, obrigar os sujeitos a procurarem soluções por conta própria, se possível com as famigeradas parcerias.
A competição é a solução...
Mas não vou me alongar nisso, o modo tucano de destruir a eduação não é novidade.
Quero apenas falar de algumas questões que me preocupam quando penso nesta prova dos OFAs.
Primeiro: ela é apenas mais um pequeno passo na implantação de um sistema totalmente baseado na competição e na diferenciação das escolas. Para as escolas com "bons resultados" mais investimentos, os "melhores" professores, as melhores condições, para as outras... Outras medidas virão, basta que a prova seja "assimilada".
Segundo: como será essa prova? Vai procurar avaliar o domínio do professor sobre o conteúdo de sua área. Mais uma vez reduzem o problema... Ninguém avalia se o professor têm condições reais de realizar seu trabalho, as condições do aluno, o papel das empresas privadas que diplomam professores sem a preocupação com a qualidade da formação. E mais ainda: quem elaborará e aplicará essa prova? Qual a lisura desse processo (para não esquecer da "seriedade" do SARESP na produção de estatisticas)?
Terceiro: "Ela não é eliminatória, apenas classificatória, conquista da luta do sindicato..." Quando ouço isso me parce que não fica claro que a maior perversidade desse processo é exatamente essa classificação (que também está presente quando o processo é eliminatório).
Do ponto de vista puramente educacional essa prova vai contra tudo que se defende atualmente no campo da avaliação: pontual, punitiva, sem critérios claros, incapaz de oferecer elementos que ajudem a solucionar os problemas (a não ser que concordemos que a disputa entre professores gerará a qualidade...).
Ela poderia muito bem ser substituida por qualquer outro instrumento de classificação, qualquer competição, sem qualquer alteração na qualidade da educação estadual. Podia ser uma corrida por exemplo. Bastaria aos candidatos se preparem adequadamente para enfrentar a concorrência ( e não para enfrentar os problemas do dia-a-dia), seria uma especie de maratona do magistério, e ainda teria outros beneficios, afinal haja preparo físico pra enfrentar o ano letivo (que tá mais pra corrida com barreiras!).
Desculpem talvez essa não seja uma boa comparação... afinal numa corrida fica muito claro o objetivo(chegar na frente), o que se deve fazer (correr) e o critério (cruzar a linha de chegada)...
Por fim eu pergunto: adianta uma mobilização para que todos tenham um bom resultado nessa prova? Claro que não, se a idéia é classificar sempre teremos os primeiros e os últimos, se a idéia é rankear a prova será pensada para diferenciar as pessoas e não para verificar o que sabem...
Bons tempos do Provão, pelo menos o movimento estuantil sabia que a única forma de enfrentar era desqulificar o processo, boicotando. Cursinho preparatório é a armadilha óbvia.
Depois falo mais e organizo melhor os pensamentos.
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